domingo, 11 de julho de 2010

Rede pública está 3 anos atrás da particular

Rede pública está três anos atrás de escolas particulares, aponta pesquisa
Folha Online

Apesar de a distância que separa a rede pública e a particular ter caído de 2005 a 2009, um aluno que completa o ensino fundamental em colégio privado sabe, em média, mais que um formado no ensino médio público, com três anos a mais de estudo.

Essas são constatações que podem ser feitas a partir dos resultados do Ideb, principal indicador do MEC de avaliação da qualidade da educação brasileira.

O ministério divulga hoje dados por Estados, municípios e redes. O Ideb agrega num único índice, numa escala que vai de zero a dez, taxas de aprovação de alunos e médias em testes de português e de matemática.

De 2005 a 2009, a diferença entre a rede pública e a particular caiu em todos os níveis pesquisados.

A desigualdade entre as duas redes, no entanto, é gritante ao comparar o quanto um aluno de escola pública aprendeu ao final do ensino médio (antigo 2º grau), em comparação com um da rede privada que finalizou o fundamental (antigo 1º grau).

Como as provas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, um dos componentes do Ideb) têm a mesma escala e grau de dificuldade para todas as séries, é possível comparar alunos de diferentes anos.

Em matemática, por exemplo, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na pública ao fim do ensino médio, a média é de 266.

Em português, a média foi de 279 pontos em particulares no último ano do ensino fundamental e 262 em públicas ao fim do médio.

Sem surpresas

O sociólogo Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, diz não se surpreender com a distância.

"As escolas privadas têm uma série de vantagens. Podem escolher o aluno, tirar o indisciplinado, têm uma direção com mais autonomia. Nas escolas públicas, isso é mais rígido. Ou seja: se uma escola privada tiver interesse em melhores resultados, dá para trabalhar para isso. Em uma pública, é mais difícil."

Outro ponto a ser considerado é que o nível socioeconômico dos alunos é o fator que, comprovadamente, mais impacto tem nas suas notas. Como os alunos de escolas particulares vêm de famílias mais ricas e escolarizadas, esta diferença não pode ser atribuída apenas ao trabalho da escola.

O presidente da Undime (entidade que representa os secretários municipais de educação), Carlos Eduardo Sanches, diz que, considerando o quanto é gasto por aluno em cada rede, a distância deveria ser maior.

Ele diz que o Fundeb [fundo que distribui recursos públicos por estudante] dá hoje R$ 1.415 por ano por aluno, enquanto uma mensalidade em escola particular já fica, em média, em torno de R$ 800. "É claro que as públicas precisam melhorar, mas, com essa quantidade de recursos, o retrato do sistema privado é que é dramático."

Schwartzman concorda, lembrando que o ensino particular no Brasil, quando comparado com o de outros países no Pisa (exame internacional de avaliação do ensino), deixa a desejar.

"Mesmo as melhores particulares do Brasil são piores do que as dos outros países. São muito orientadas para vestibulares, têm muitas matérias e o mesmo problema com a má formação dos professores no setor público."

Fonte: http://emsergipe.globo.com/noticias/?act=visualizar&id=120530&s=brasil&c=Educa%E7%E3o%20&cidade=

terça-feira, 6 de julho de 2010

Defesa Civil de Alagoas volta atrás e pede donativos para vítimas da chuva

Material de limpeza, alimentos e colchões são os produtos mais necessários.

Doações de roupas e calçados também são aceitas.

Do G1, em São Paulo


Donativos para vítimas das chuvas são armazenados em quartel dos bombeiros em Maceió
Donativos para vítimas das enchentes são
armazenados em quartel dos bombeiros em
Maceió (Foto: Divulgação/BM)

Após divulgar que o recebimento de donativos havia sido cancelado, a Defesa Civil de Alagoas volta atrás nesta terça-feira (6) e pede doações para as vítimas das enchentes no estado.

“Foi um comunicado equivocado da nossa parte”, disse ao G1 o major Sandro José Costa Cavalcante, do Corpo de Bombeiros.

A Defesa Civil providenciou um novo galpão para estocar donativos e pede principalmente doação de alimentos e água, material de limpeza, produtos de higiene pessoal, fraldas, absorventes higiênicos, roupas íntimas, roupas de cama e colchões. Segundo o major, roupas e calçados também são aceitos.

Em Alagoas e em Pernambuco, foram confirmadas 57 mortes em decorrência dos temporais que atingiram a região nas últimas semanas. Nos dois estados, 95 municípios relataram estragos por causa de enchentes e mais de 157 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.

Veja nota oficial:

"NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Defesa Civil do Estado de Alagoas, por intermédio de seu coordenador-geral, Coronel BM Neitônio Freitas, vem a público esclarecer que, equivocadamente, a sua Assessoria de Comunicação divulgou nota cancelando o recebimento de donativos para as vítimas das enchentes, o que não retrata a realidade.

Nesse sentido, a Defesa Civil do Estado de Alagoas informa que mantém a mobilização na ajuda às famílias vitimadas pelas recentes cheias, esclarecendo que galpões já foram locados para recebimento de donativos (prioritariamente colchões, roupa de cama, material de higiene pessoal, fraldas descartáveis, cestas básicas e água, material de limpeza), ao tempo em que agradece a solidariedade de todos que ajudaram e continuam ajudando a amenizar o sofrimento das famílias desabrigadas e a reconstruir as cidades afetadas pelas enxurradas e enchentes.

A Defesa Civil estadual e as prefeituras continuam preparadas para recebimento, acondicionamento e distribuição desses donativos.

Neitonio Freitas dos Santos – Cel BM
Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas
Coordenador Estadual de Defesa Civil"

Fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/defesa-civil-de-alagoas-volta-atras-e-pede-donativos-para-vitimas-da-chuva.html


Nasa divulga foto de aglomerado de estrelas a 20 mil anos-luz da Terra

Localizada na constelação da Carina, região é cercada por poeira e gás.
Radiação ultravioleta e ventos estelares permitem registro.

Do G1, em São Paulo

06/07/2010 14h11 - Atualizado em 06/07/2010 19h27

Nasa divulga foto de aglomerado de estrelas a 20 mil anos-luz da Terra

Localizada na constelação da Carina, região é cercada por poeira e gás.
Radiação ultravioleta e ventos estelares permitem registro.

Do G1, em São Paulo


O aglomerado NGC 3603, localizado na direção da constelação da Carina, contém algumas das maiores estrelas conhecidas. Fotografias como essa ajudam os astrônomos a estudar como astros tão massivos foram formados no passado.

O aglomerado NGC 3603, localizado na direção da constelação da Carina, contém algumas das maiores estrelas conhecidas. Fotografias como essa ajudam os astrônomos a estudar como astros tão massivos foram gerados no passado do universo. (Foto: Nasa)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/nasa-divulga-foto-de-aglomerado-de-estrelas-20-mil-anos-luz-da-terra.html