MEIOS DE PRODUÇÃO
Capitalismo
Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais.
Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista : lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.
Primeira Fase: Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo
Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas : busca do lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.
Segunda Fase: Capitalismo Industrial
No século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.
O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo formato.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As populações destes continentes, foram dominadas a força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricas européias.
Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-Financeiro
Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.
Atividade
01. O que é Globalização?
02. No nosso cotidiano percebemos a influência da Globalização? Dê exemplos.
03. Quais são os recursos criados que favoreceram e fortaleceram a Globalização num contexto mais atual?
04. A Globalização acontece de forma igualitária nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos? Justifique sua resposta.
05. Explique as modalidades em que os blocos econômicos podem ser classificados:
a) Zona de Livre Comércio:
b) União Aduaneira:
c) Mercado Comum:
d) União Econômica e Monetária:
06. O que é telemática? E qual a sua relação com a globalização
07. O que é exclusão digital? Isso existe no mundo globalizado?
08. Qual a diferença de multinacionais e transnacionais?
09. Qual a relação dos atuais blocos econômicos e a globalização?
10. Cite o nome, sigla, ano de criação e continente dos principais blocos econômicos atuais.
11. O que são os movimentos antiglobalização?
12. Diferencie os países subdesenvolvidos e os desenvolvidos.
13. Explique a divisão Norte-Sul (Séc. XX).
FEUDALISMO
O feudalismo é um sistema econômico, político e social fundamentado na propriedade sobre a terra. Esta pertence ao senhor feudal que cede uma porção dessa terra ao vassalo em troca de serviços ocasionando uma relação de dependência.
O feudalismo se inicia com o período das invasões bárbaras e a posterior queda do Império Romano do Ocidente (Século V) que transformam toda a estrutura política e econômica da Europa Ocidental descentralizando-a. Os povos “bárbaros” ao ocuparem parte das terras da Europa Ocidental contribuem com o processo de ruralização e o surgimento de diversos reinos, dentre os quais se destacou o Reino dos Francos. Mas é no Reino Carolíngeo que se solidificam as principais estruturas do feudalismo.
Predominante durante toda a Idade Média, o feudalismo se caracteriza pelas relações de vassalagem (dependência pessoal) e de autoridade e posse da terra. As vilas e o colonato tornam-se o centro da nova estrutura sócio-econômica que tem um sistema produtivo basicamente voltado para o suprimento das necessidades individuais dos feudos.
Os feudos, por sua vez, constituíam a unidade territorial da economia feudal, caracterizando-se pela sua auto-suficiência econômica, produção predominantemente agropastoril e ausência quase total de comércio. Nos feudos, a produção de arte ocorre nos castelos.
Geralmente divididos em três áreas: o domínio, exclusivamente do senhor feudal e trabalhada pelo servo; a terra comum, matas e pastos que podem ser utilizados tanto pelo senhor quanto pelos servos; e o manso servil, que destinado aos servos era dividido em áreas denominadas “glebas” de onde metade de toda produção deveria ser destinada ao senhor feudal (talha – um tipo de imposto), os feudos podiam tanto ser enormes territórios com cidades inteiras dentro deles, ou apenas uma fazenda, variando muito de um para o outro. Na época do Reino Carolíngeo, feudo significava “benefício”, era o nome dado ao benefício que o suserano cedia ao vassalo e, que na maioria das vezes era a posse de terras. Daí o porquê que “feudo” designa hoje a propriedade em si.
Com uma estrutura social estática e hierarquizada podemos identificar a vassalagem e a suserania como as principais relações da sociedade feudal. O senhor feudal ou suserano era quem tinha a posse das terras e as cedia aos vassalos que deveriam trabalhar nelas para sustento próprio e, no que chamavam de corvéia, o trabalho gratuito para o senhor feudal durante três dias por semana.
A sociedade era basicamente composta por duas camadas principais: os senhores e os servos. O clero, embora de muita importância na sociedade feudal, não constituía uma classe separada uma vez que os componentes do clero, ou eram senhores (alto clero), ou eram servos (baixo clero). Entretanto, a relação de suserania é mais complexa uma vez que as terras eram cedidas não aos camponeses, mas a outros senhores ou cavaleiros que assumiam um compromisso de fidelidade com o suserano. Este cedia terras em troca de mais poder e um aumento no contingente de seu exército. O que, na prática, não significava que ele possuía poder sobre os outros feudos uma vez que o poder era descentralizado.
A Igreja nesse período assume a posição de único poder centralizado. Aliás, a que se considerar a enorme importância da Igreja na sociedade feudal uma vez que naquela época toda a formação moral, social e ideológica era fortemente influenciada pelo clero.
O fim do sistema feudal costuma ser delimitado pela queda do Império Romano do Oriente (Queda de Constantinopla) no século XV e, na Europa deveu-se a diversos motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Dentre eles podemos destacar a fome ocasionada pela estagnação das técnicas agrícolas aliada ao crescimento excessivo da população; a peste que assolou a Europa dizimando um terço da população já bastante debilitada pela fome; o esgotamento das reservas minerais que abalou a produção de moedas afetando inevitavelmente as operações bancárias e o comércio; a ascensão da burguesia e a crise religiosa ocasionada pela necessidade de uma nova filosofia religiosa e novas necessidades espirituais.
Por: Caroline Faria
ESCRAVISMO - Meios de Produção
O homem primitivo convivia harmoniosamente com a natureza até este começar a dominar a agricultura e as técnicas produzindo excedentes, assim surge a história. Na antiguidade a história é marcada pela produção escravista que deu base construção e fortalecimento das grandes civilizações.
Fonte: Capitalismo para principiantes. Carlos Eduardo Novaes
ESCRAVISMO II - Meios de Produção
Fonte: Capitalismo para principiantes. Carlos Eduardo Novaes
POPULAÇÃO
População em números
Taxa de Natalidade: corresponde ao número de nascimento em uma população durante um determinado período.
TN = Nº. de Nascimentos x 1000
Pop. Total
Taxa de Mortalidade: corresponde ao número de óbitos em uma população durante um determinado período.
TM = Nº. de Óbitos x 1000
Pop. Total
Crescimento vegetativo: é o aumento ou crescimento natural, isto é a diferença entre o número de nascimentos e o de mortes em determinado período.
CV = Tn - Tm
Mortalidade infantil: Corresponde ao número de mortes antes de completar um ano de vida. A taxa de mortalidade é um excelente elemento para observar o desenvolvimento de um país.
TM (i) = Nº. de Óbitos x 1000
Nascimentos
Está diretamente ligada à qualidade da alimentação higiene e assistência médica
Densidade Demográfica: Corresponde ao número de habitantes de uma determinada área.
DP = Nº de Habitantes
ÁreaPirâmides Etárias
O Gráficos que representam a estrutura de sexo e idade de uma população é a pirâmide etária. Nesse gráfico cada uma das metades representa um sexo; a base representa o grupo jovem ( até 19 anos); a área intermediaria representa o grupo de adultos(entre 20 e 59 anos); e o topo ou ápice representa a população idosa (acima de 60 anos)
Nos países subdesenvolvidos a taxa de natalidade é muito elevada e expectativa de vida é baixa. Em função disso a pirâmide etária tem a base larga e o ápice pequeno.
Nos países desenvolvidos a taxa de natalidade é reduzida e a expectativa de vida maior. Em função disso há uma inversão nas pirâmides etárias.
A estrutura etária da população é, de modo geral, retratada por meio de gráficos em forma de pirâmides. Na ordenada, são colocados os grupos de idade; na abscissa, o contingente populacional (em úmeros absolutos ou percentuais) é enquadrado em cada um dos grupos de idade.
A forma da pirâmide etária de um país é constantemente associada ao seu grau de desenvolvimento. As pirâmides etárias referentes a países subdesenvolvidos costumam apresentar base larga (resultado das altas taxas de natalidade) e topo estreito (conseqüência da baixa xpectativa de vida da população).
Em 1970, a pirâmide etária brasileira exibia forma típica de um país subdesenvolvido. Os jovens (0-19 anos) constituíam 41,9% da população. No ano 2000, porém, a base havia-se estreitado e o topo se alargado.
As modificações da estrutura etária confirmam as mudanças no omportamento reprodutivo da população brasileira que acabamos de estudar e revelam uma tendência demográfica para as próximas écadas: o Brasil terá deixado definitivamente de ser um país jovem em 2025.
Em breve, quando a transição demográfica dos países Subdesenvolvidos tiver terminado, as pirâmides etárias de base estreita deixarão de ser privilégio dos países ricos.
Brasil: População por faixa etária e sexo

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Teorias Demográficas
Teoria Malthusiana
Malthus afirmava que população cresceria em progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...) enquanto a produção de os alimentos em progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...).
Para Malthus a pobreza era gerada a partir do crescimento demográfico.
Nos países que se industrializaram, a produção de alimentos aumentou e a população que migrava do campo encontrava na cidade uma situação socioeconômica e sanitária muito melhor. Assim, a mortalidade se reduziu e o índice de crescimento populacional tenderia a seguir um ritmo de progressão geométrica, a produção de alimentos cresceria segundo uma progressão aritmética. Assim, a população tenderia a crescer além dos limites de sua sobrevivência, e disso resultaria a fome e a miséria.
Diante dessa constatação e para evitar uma catástrofe, Malthus propôs uma “restrição moral” aos nascimentos, o que significaria: proibir o casamento entre pessoas muitos jovens; limitar o número de filhos entre as populações mais pobres; elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de pressionar os mais pobres; elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de pressionar os mais humildes a ter uma prole numerosa.
Ao lançar suas idéias, Malthus desconsiderou as possibilidades de aumento da produção agrícola como o avanço tecnológico. Aos poucos esta teoria foi caindo em descrédito de desmentida pela própria realidade.
Bases da Teoria de Malthus:
þ O individuo só deveria casar se para isso não tivesse que diminuir seu padrão de vida
þ O individuo só deveria ter o número de filhos que pudesse sustentar sem o auxilio do Estado.
þ Após conceber os filhos sustentáveis deveria praticar abstinência.
þ Malthus era pastor protestante e defendia o princípio bíblico da não utilização de anticonceptivos.
(a partir de 1950. Explosão demográfica - planejamento familiar).
A segunda aceleração do crescimento populacional ocorreu a partir de 1950, particularmente nos países subdesenvolvidos.
Esse período, imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, foi marcado pelo surgimento de novos países independentes africanos e asiáticos e por grandes conquistas na área da saúde, como a produção de antibióticos e de vacinas contra uma série de doenças. Os remédios se tornaram mais acessíveis e baratos. Esse processo denominado revolução médico sanitária, inclui também a ampliação dos serviços médicos, as campanhas de vacinação, a implantação de postos de saúde publica em zonas urbanas e rurais e a ampliação das condições de higiene social. Estes fatores resultariam num grande crescimento demográfico, que atingiu seu apogeu na década de 1960 e ficou conhecido como explosão demográfica.
Para os Neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza. Enfim ao caos social. A desordem social poderia levar os países subdesenvolvidos a se alinhar com os países socialistas, que se expandiam naquele momento. Para evitar o risco propunham a adoção de políticas de controle de natalidade, que se popularizavam com a denominação de planejamento familiar.
Neomalthusianista – Adiciona o uso de métodos anticoncepcionais. E o planejamento familiar.
Thomas Malthus – Séc. XVIII e XIX – Revolução Industrial
Teoria reformista ou marxista
Sobrevivência do capitalismo exige um excesso relativo de população.
Seguidores do filosofo socialista Karl Marx, os teóricos desse pensamento afirmam que a causa da superpopulação é o modo de produção capitalista e que a sobrevivência do capitalismo, como sistema, exige um excesso relativo da população. Em outras palavras, ao contrario dos neomalthusianos, os reformistas consideram a miséria como a principal causa do acelerado crescimento populacional. Assim defendem a necessidade de reformas sócio-econômicas que permitam a melhoria do padrão de vida da população mais pobre.
Marxistas ou reformistas – A questão está na má distribuição de renda.
A transição demográfica
Em oposição às teorias descritas anteriormente, para as quais o mundo vive um processo de explosão demográfica, tem sido cada vez mais aceita a teoria da transição demográfica. Formulada em 1929, defende que o crescimento populacional tende a se equilibrar no mundo, com a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade.
Esse processo se daria em três distintas fases:
þ Primeira Fase ou Pré-Industrial: Caracterizada pelo equilíbrio demográfico e por baixos índices de crescimento vegetativo, apoiados em elevadas taxas de natalidade e mortalidade. Nascem muitos, mas morrem muitos. A elevada mortalidade era decorrente principalmente das precárias condições higiênico-sanitárias, das epidemias, das guerras, fome, etc.
þ Segunda Fase ou transicional: Num primeiro momento a redução da mortalidade com o fim das epidemias e os avanços médicos (decorrentes da Revolução Industrial), porém a natalidade ainda sem mantém elevada, ocasionando um grande crescimento populacional; num segundo momento, a natalidade começa a cair, reduzindo-se então o crescimento populacional.
þ Terceira Fase ou Evoluída: A transição demográfica se completa, com a retomada do equilíbrio demográfico, agora apoiado em baixas taxas de natalidade e mortalidade. Atualmente estão nessa fase os paises desenvolvidos, a maior parte dos quais apresenta taxas de crescimento inferiores a 1% e até negativa. Paises cujo crescimento vegetativo se encontra estagnado.
Teste seus conhecimentos
01. Sobre a teoria malthusiana explique o contexto histórico em que foi formulada.
02. Comente as bases da teoria de Malthus.
03. Como pode ser caracterizado o contexto histórico da Teoria Neomalthusiana.
04. O que significa uma população numerosa para os Neomalthusianos?
05. Explique porque planejamento familiar esta relacionado com a teoria Neomalthusiana.
07. O que defende a teoria da transição demográfica.
08. Explique as três fases da teoria da transição demográfica
10. Explique que teoria a imagem abaixo esta relacionada.
CARTOGRAFIA
Representação do Espaço
As primeiras tentativas de representar o espaço ocorreram há muito tempo. Diferentes povos procuraram expressar a idéia de Universo das mais variadas formas. Para alguns nosso planeta flutuava sobre a água, para outros estaria apoiado em pilares fixos nos lençóis de água subterrânea. Foram os gregos que introduziram as primeiras noções de matemática nas representações da Terra.
Podemos definir Cartografia como a arte ou ciência de compor cartas geográficas, ramo da geografia vinculada aos estudos dos mapas e sua composição o conjunto de conhecimentos científicos, artísticos e técnicos voltados para elaboração de mapas e plantas.
Uma ciência, porque essa expressão gráfica, para alcançar exatidão satisfatória, procura apóio cientifico na coordenação de determinações astronômicas e matemáticas e nas noções topográficas e geodésicas.
É considerada arte, quando se subordina às leis estéticas de clareza e harmonia. Procurando atingir o ideal de beleza.
Arte ou ciência, o fato é que a cartografia utiliza técnicas cada vez mais modernas para a representação do conjunto de elementos que compõem o espaço.
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos e exploramos.
Importância da Cartografia
Primórdios da humanidade:
Rota de comércios, de navegação, estratégias de guerra.
A partir do século XV tem inicio as grandes navegações, que foi marcada pela expansão marítima dos países da Europa, motivados pelo desenvolvimento do comércio com as Índias.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela.
Tais progressos alicerçaram as grandes navegações, marcando a passagem definitiva para a Idade Moderna.
No séc. profissionais da cartografia prestavam serviços ao Estado, elaborando mapas tanto para a administração como para as estratégias de guerra.
O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.
É importante se destacar que é necessário que um mapa tenha:
· Título: o que se refere este mapa;
· Orientação: Localização referente aos pontos Cardeais;
· Escala: Proporção Matemática da representação do espaço com o espaço real.
· Fonte: Qual a base utilizada para produção do mapa;
· Organização: Quem produziu.
ORIENTAÇÃO
Significa determinarmos nossa posição em relação aos pontos cardeais. A origem da palavra orientação vem do latim oriente, que significa a direção do Sol nascente (leste), a parte do céu onde nasce o Sol.
Pontos Cardeais
Os Pontos Cardeais são determinados com base no movimento aparente do Sol. Estendo-se o braço na direção do Sol nascente e o esquerdo na direção do poente, teremos os seguintes pontos cardeais.
· Oeste (O ou W) – Corresponde ao poente (Esquerda)
· Norte (N) – Que fica a nossa frente.
· Sul (S) – Que fica às nossas costas.
Os Pontos Colaterais
· Sudeste (SE) – Entre o Sul e o Leste.
· Sudoeste (SO) – Entre o Sul e o Oeste.
· Noroeste (NO) – Entre o Norte e o Oeste.
Os Pontos Subcolaterais

Ao conjunto dos Pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais chamamos de Rosa-dos-ventos.
ATIVIDADES
1. Como surgiu a necessidade de homem representar o espaço?
2. A Cartografia pode ser considerada uma arte e uma ciência de compor mapas. Explique por quê.
3. Caracterize a Cartografia da Antiguidade.
4. Explique o desenvolvimento da cartografia na Idade Média.
5. Relacione a Cartografia com as grandes Navegações.
6. Relacione o desenvolvimento tecnológico com a Cartografia da atualidade.
7. O que é necessário para a produção de um mapa.
8. De acordo com o que se determina os pontos cardeais.
9. Complete a Rosa dos Ventos abaixo com os pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.
10. Faca a representação do trajeto de sua casa para o colégio utilizando o que há de principal para a organização de um mapa.

COORDENADAS GEOGRÁFICAS
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
Conjunto de linhas imaginárias (paralelos e meridianos) que se cruzam e auxiliam na localização de pontos ou acidentes geográficos no planeta.
Os paralelos são linhas imaginárias que cortam o planeta no sentido leste e oeste, acompanhando a trajetória da linha do Equador.

Paralelos e meridianos formam uma rede de linhas imaginárias
Características dos paralelos e Meridianos
Paralelos
Os paralelos têm o Equador como o referencial; O Equador é o único paralelo que divide a Terra em Hemisférios (metade da esfera).
É o maior dos paralelos e um circulo imaginário eqüidistante dos pólos, ou seja, apresenta a mesma distância entre os extremos dos Pólos Norte e Sul, formando os Hemisférios (metade da esfera).
Os paralelos que não recebem denominações são indicados por graus, que variam de 0º a 90º, a partir da linha do Equador, tanto para o Norte como para o Sul.Além do Equador, quatro outros paralelos recebem nomenclaturas, por serem considerados importantes, pois delimitam as chamadas zonas climáticas.
“Os trópicos de câncer e capricórnio e os círculos polares ártico e antártico, sendo a distância dos trópicos em 23º27`30” e dos círculos polares em 66º33`22”
Meridianos
São linhas que cortam a Terra no sentido Norte – Sul, acompanhando a trajetória o Meridiano de Greenwich.
Todos os meridianos dividem a Terra em hemisférios, portanto todos têm o mesmo tamanho. Apesar de todos os meridianos dividirem igualmente a Terra, convencionou-se utilizar o de Greenwich (cidade inglesa), como ponto divisório entre Oriente e Ocidente.
Os meridianos são indicados por graus, que variam de 0º a 180º, a partir da linha de Greenwich, tanto para o Leste como para o Oeste
Latitudes e Longitudes
Latitude distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a linha do Equador, portanto apresenta uma variação de 0º a 90º. Pode ser norte ou sul a depender do hemisfério que estiver localizado.
Longitude distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a linha do Meridiano de Greenwich, portanto apresenta uma variação de 0º a 180º. Pode ser ocidental ou Oriental a depender do hemisfério que estiver localizado.
ATIVIDADE

Complete:
A- | B- | C- |
D- | E- | F- |
G- | H- | I- |
J- | L- | M- |
02. Localize no gráfico acima as seguintes latitudes:
N- 80º N | O – 50º S | P – 70º S |
Q – 10º S | R – 10º N | S – 70º N |
T – 40º N | U – 30º S | V – 80º N |
X – 0º | Z – 70º N |
03. Observe o gráfico e indique a longitude dos pontos.

Complete:
A- | B- | C- |
D- | E- | F- |
G- | H- | I- |
J- | L- | M- |
N- | O- |
04. Observe o quadro e indique as coordenadas geográficas dos pontos.

A- | B- | C- |
D- | E- | F- |
G- | H- | I- |
J- | L- | M- |
N- | O- |
ESCALA
ESCALA
Podemos definir escala como a relação entre o tamanho do fato geográfico representado no mapa e seu tamanho real na superfície da Terra.
Escala ainda pode ser definida como instrumento utilizado para determinar a distância entre dois pontos. Representa as relações das dimensões apresentadas em um mapa, no contexto dos valores reais do terreno e sua representatividade.
Os mapas podem apresentar dois tipos de escala:
Escala numérica: representada por uma fração, na qual o numerador indica a distancia no mapa, e o denominador indica a distância na superfície real.
Uma escala 1: 100 000 lê se: escala um por cem mil, o que significa que a superfície representada foi reduzida 100 mil vezes. Nesse caso, então 1 cm no mapa = 100 000 cm = 1000 = 1 km na realidade.
Escala gráfica: é uma linha reta graduada, na qual se indica a relação da distância real com a distância representada no mapa. Por exemplo: 1 cm = 100 Km .
- A finalidade do mapa;
- A conveniência da escala.
D: Distância Real;
d: Distância no mapa;
E: escala
a) Conhecidas a distância no terreno e a escala (o denominador da fração), determinar a distância no mapa, d= D/E;
b) Conhecidas as distancias no mapa e a escala, determinar a distancia do terreno, D = d x E;
c) Conhecidas as distancias no terreno no mapa, determinar a escala, E = D/d
Quando maior a escala, menor a área representada no mapa. O que permite a visualização de maior quantidade de detalhes. As escalas grandes por exemplo um por 1: 5 000, geralmente são usadas para representar a planta de uma cidade, de uma propriedade rural ou prédio.
- No mapa 01 calcule a distância em linha reta entre:
Ivaiporã – Guarapuava;
Ivaiporã – Curitiba;
Londrina – Maringá;
Curitiba – Foz do Iguaçu;
Guarapuava – Londrina;
Campo Mourão – Ponta Grossa;
- Calcule a escala do mapa 02 e 03;

FUSO HORÁRIO
FUSO HORÁRIO
A hora era uma característica extremamente local. Antigos viajantes, tinha que acertar o relógio toda vez que chegavam a uma cidade nova. O acerto de horas era feito através do Sol: o meio dia representava o ponto mais alto que a estrela alcançava. Grande parte das empresas, devido a estas irregularidades resolveram fixar cem fusos dos caminhos de ferro. Esta prática ocorreu até 1883.
Na Grã-bretanha, foi criado uma única hora legal para todo o país (Inglaterra, Escócia e País de Gales), sendo o autor original desta ideia o Dr. William Hyde Wollaston. Com isto, a prática foi se popularizando.
Great Western Railway, foi a primeira companhia de trem a utilizar a hora Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich. Em 1847, praticamente todas utilizavam este sistema.
O senador do Canadá, Sanford Fleming, em 1878, sugeriu um sistema internacional de fusos horários. Seu pensamento era dividir a Terra em 24 faixas verticais, onde cada uma delas era um fuso de uma hora. O planeta possui 360° de circunferência, assim sendo, cada faixa teria 15° de largura longitudinal. Em 1879, o estudo foi publicado no jornal do Instituto do Canadá de Toronto. Com a aprovação norte-americana, em 18 de novembro de 1883, as linhas de trem passaram a utilizar os fusos.
Em 1894, foi realizado a Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington D. C., Estados Unidos. A proposta era padronizar a utilização mundial da hora legal.[5] Acabou sendo aceito a teoria de Fleming. A longitude 0° passaria pelo Observatório Real de Greenwich. Os outros fusos seriam contados positivamente para leste, e negativamente para oeste, até ao Meridiano de 180º - o Anti-Meridiano, situado no Oceano Pacífico, onde seria a Linha Internacional de Data.
O planeta Terra possui forma geóide com circunferência de 360°, ou seja, para cada hora a fatia dividida terá 15°. A determinação dos fusos é determinada pelo meridiano 0 na cidade de Greenwich, próxima a Londres. Desta forma, de quinze e quinze graus à leste, os fusos são numerados positivamente (+1, +2, +3...+12) e a oeste negativamente (-1, -2, -3...-12).
Para saber o horário de alguma cidade é necessário conhecer o meridiano que está e a posição em relação à Greenwich (leste ou oeste). O cálculo é feito através da verificação dos fusos no mapa, subtraindo o menor do maior.

Processo gráfico:
Para resolver problemas de fusos horários, basta localizar os pontos no gráfico abaixo e aumentar ou diminuir a hora no sentido leste ou Oeste, respectivamente

Exemplo são 19:00 em Kyoto no Japão, cidade esta localizada à 150º leste de Greenwich, e a televisão japonesa anuncia em rede a ocorrência de um terremoto, Várias localidades do mundo recebem simultaneamente a notícia, dentre elas as cidades de São Paulo à 30ª Oeste de Greenwich e São Francisco nos EUA localizada a 135º Oeste de Greenwich.
Com base no texto, determine as horas de recebimento da notícia das duas cidades.

Fuso Horário Brasileiro
O Brasil é atravessado por 4 fusos horários, todos situados a oeste do GMT. Por isso, todos os horários estão atrasados em relação a Londres.
ATIVIDADES
1. Um helicóptero partiu de Teresina-PI às 23:45h do dia 09/02/2009. Após 3 horas de vôo aterrissou em Fernando de Noronha. Passando 15 minutos decolou novamente indo para Máceio, lá chegando após 1:30 de vôo. Respectivamente, o horário e a data em Fernando de Noronha e Maceió no instante da chegada do helicóptero era:
2. Três internautas (A, B e C) navegam pela rede mundial e vistam a página da BBC de Londres. No momento em que eles acessam a referida página, sãom15 horas local em Londres, 0º. Sabe se que o internauta A mora numa cidade a 105º L de Greenwich, o internauta B a 30º O de A, e o internauta C, a 45º Os de Greenwich. Com base nestas informações, responda respectivamente a hora de cada local.
3. Um avião sai de uma localidade situado no 7º fuso internacional a leste de Greenwich, às 10 horas do dia 20, com destino a Curitiba, localizada no 2º fuso brasileiro, e 3º fuso internacional, a oeste de Greenwich. A viagem tem uma duração de 20 horas. Assinale a alternativa que indica em que dia e horas em que o avião chegará a Curitiba.
a) Dia 21, às 6 horas;
b) Dia 21, a 1 hora;
c) Dia 20, às 20 horas;
d) Dia 20, às 13 horas;
e) Dia 19, às 13 horas.
4. Sendo 15:00h em Porto Velho (RO), que horas serão:
b) Rio Branco (AC) ______________
c) Maringá (PR) _________________
d) Cuiabá (MS) _________________
e) Fortaleza (CE) ________________
f) Manaus (AM) _________________
g) Macapá (AP) _________________
h) Vila dos Remédios (FN)_________
i) Palmas (TO) _________________
j) Porto Alegre (RS) _____________
k) Boa Vista (RR)________________


















