Conteúdos de Geografia


MEIOS DE PRODUÇÃO


            Capitalismo

Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais.
Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista : lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.

Primeira Fase: Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo
Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas : busca do lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.

Segunda Fase: Capitalismo Industrial
No século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.
O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo formato.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As populações destes continentes, foram dominadas a força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricas européias.

Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-Financeiro
Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.

Atividade
01. O que é Globalização?

02. No nosso cotidiano percebemos a influência da Globalização? Dê exemplos.
03. Quais são os recursos criados que favoreceram e fortaleceram a Globalização num contexto mais atual?
04. A Globalização acontece de forma igualitária nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos? Justifique sua resposta.
05. Explique as modalidades em que os blocos econômicos podem ser classificados:
a) Zona de Livre Comércio:
b) União Aduaneira:
c) Mercado Comum:
d) União Econômica e Monetária:
06. O que é telemática? E qual a sua relação com a globalização
07. O que é exclusão digital? Isso existe no mundo globalizado?
08. Qual a diferença de multinacionais e transnacionais?
09. Qual a relação dos atuais blocos econômicos e a globalização?
10. Cite o nome, sigla, ano de criação e continente dos principais blocos econômicos atuais.
11. O que são os movimentos antiglobalização?
12. Diferencie os países subdesenvolvidos e os desenvolvidos.
13. Explique a divisão Norte-Sul (Séc. XX).


FEUDALISMO

O feudalismo é um sistema econômico, político e social fundamentado na propriedade sobre a terra. Esta pertence ao senhor feudal que cede uma porção dessa terra ao vassalo em troca de serviços ocasionando uma relação de dependência.

O feudalismo se inicia com o período das invasões bárbaras e a posterior queda do Império Romano do Ocidente (Século V) que transformam toda a estrutura política e econômica da Europa Ocidental descentralizando-a. Os povos “bárbaros” ao ocuparem parte das terras da Europa Ocidental contribuem com o processo de ruralização e o surgimento de diversos reinos, dentre os quais se destacou o Reino dos Francos. Mas é no Reino Carolíngeo que se solidificam as principais estruturas do feudalismo.
Predominante durante toda a Idade Média, o feudalismo se caracteriza pelas relações de vassalagem (dependência pessoal) e de autoridade e posse da terra. As vilas e o colonato tornam-se o centro da nova estrutura sócio-econômica que tem um sistema produtivo basicamente voltado para o suprimento das necessidades individuais dos feudos.
Os feudos, por sua vez, constituíam a unidade territorial da economia feudal, caracterizando-se pela sua auto-suficiência econômica, produção predominantemente agropastoril e ausência quase total de comércio. Nos feudos, a produção de arte ocorre nos castelos.
Geralmente divididos em três áreas: o domínio, exclusivamente do senhor feudal e trabalhada pelo servo; a terra comum, matas e pastos que podem ser utilizados tanto pelo senhor quanto pelos servos; e o manso servil, que destinado aos servos era dividido em áreas denominadas “glebas” de onde metade de toda produção deveria ser destinada ao senhor feudal (talha – um tipo de imposto), os feudos podiam tanto ser enormes territórios com cidades inteiras dentro deles, ou apenas uma fazenda, variando muito de um para o outro. Na época do Reino Carolíngeo, feudo significava “benefício”, era o nome dado ao benefício que o suserano cedia ao vassalo e, que na maioria das vezes era a posse de terras. Daí o porquê que “feudo” designa hoje a propriedade em si.
Com uma estrutura social estática e hierarquizada podemos identificar a vassalagem e a suserania como as principais relações da sociedade feudal. O senhor feudal ou suserano era quem tinha a posse das terras e as cedia aos vassalos que deveriam trabalhar nelas para sustento próprio e, no que chamavam de corvéia, o trabalho gratuito para o senhor feudal durante três dias por semana.
A sociedade era basicamente composta por duas camadas principais: os senhores e os servos. O clero, embora de muita importância na sociedade feudal, não constituía uma classe separada uma vez que os componentes do clero, ou eram senhores (alto clero), ou eram servos (baixo clero). Entretanto, a relação de suserania é mais complexa uma vez que as terras eram cedidas não aos camponeses, mas a outros senhores ou cavaleiros que assumiam um compromisso de fidelidade com o suserano. Este cedia terras em troca de mais poder e um aumento no contingente de seu exército. O que, na prática, não significava que ele possuía poder sobre os outros feudos uma vez que o poder era descentralizado.
A Igreja nesse período assume a posição de único poder centralizado. Aliás, a que se considerar a enorme importância da Igreja na sociedade feudal uma vez que naquela época toda a formação moral, social e ideológica era fortemente influenciada pelo clero.
O fim do sistema feudal costuma ser delimitado pela queda do Império Romano do Oriente (Queda de Constantinopla) no século XV e, na Europa deveu-se a diversos motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Dentre eles podemos destacar a fome ocasionada pela estagnação das técnicas agrícolas aliada ao crescimento excessivo da população; a peste que assolou a Europa dizimando um terço da população já bastante debilitada pela fome; o esgotamento das reservas minerais que abalou a produção de moedas afetando inevitavelmente as operações bancárias e o comércio; a ascensão da burguesia e a crise religiosa ocasionada pela necessidade de uma nova filosofia religiosa e novas necessidades espirituais.

 

ESCRAVISMO - Meios de Produção

O homem primitivo convivia harmoniosamente com a natureza até este começar a dominar a agricultura e as técnicas produzindo excedentes, assim surge a história. Na antiguidade a história é marcada pela produção escravista que deu base construção e fortalecimento das grandes civilizações.



Fonte: Capitalismo para principiantes. Carlos Eduardo Novaes


ESCRAVISMO II - Meios de Produção

Fonte: Capitalismo para principiantes. Carlos Eduardo Novaes


POPULAÇÃO

População em números


Taxa de Natalidade: corresponde ao número de nascimento em uma população durante um determinado período.

TN = Nº. de Nascimentos x 1000
Pop. Total

Taxa de Mortalidade: corresponde ao número de óbitos em uma população durante um determinado período.

TM = Nº. de Óbitos x 1000
Pop. Total

Crescimento vegetativo: é o aumento ou crescimento natural, isto é a diferença entre o número de nascimentos e o de mortes em determinado período.

CV = Tn - Tm

Mortalidade infantil: Corresponde ao número de mortes antes de completar um ano de vida. A taxa de mortalidade é um excelente elemento para observar o desenvolvimento de um país.

TM (i) = Nº. de Óbitos x 1000
Nascimentos
Está diretamente ligada à qualidade da alimentação higiene e assistência médica


Densidade Demográfica: Corresponde ao número de habitantes de uma determinada área.

DP = Nº de Habitantes
Área

Pirâmides Etárias

O Gráficos que representam a estrutura de sexo e idade de uma população é a pirâmide etária. Nesse gráfico cada uma das metades representa um sexo; a base representa o grupo jovem ( até 19 anos); a área intermediaria representa o grupo de adultos(entre 20 e 59 anos); e o topo ou ápice representa a população idosa (acima de 60 anos)
Nos países subdesenvolvidos a taxa de natalidade é muito elevada e expectativa de vida é baixa. Em função disso a pirâmide etária tem a base larga e o ápice pequeno.
Nos países desenvolvidos a taxa de natalidade é reduzida e a expectativa de vida maior. Em função disso há uma inversão nas pirâmides etárias.


A ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO

A estrutura etária da população é, de modo geral, retratada por meio de gráficos em forma de pirâmides. Na ordenada, são colocados os grupos de idade; na abscissa, o contingente populacional (em úmeros absolutos ou percentuais) é enquadrado em cada um dos grupos de idade.
A forma da pirâmide etária de um país é constantemente associada ao seu grau de desenvolvimento. As pirâmides etárias referentes a países subdesenvolvidos costumam apresentar base larga (resultado das altas taxas de natalidade) e topo estreito (conseqüência da baixa xpectativa de vida da população).
Em 1970, a pirâmide etária brasileira exibia forma típica de um país subdesenvolvido. Os jovens (0-19 anos) constituíam 41,9% da população. No ano 2000, porém, a base havia-se estreitado e o topo se alargado.
As modificações da estrutura etária confirmam as mudanças no omportamento reprodutivo da população brasileira que acabamos de estudar e revelam uma tendência demográfica para as próximas écadas: o Brasil terá deixado definitivamente de ser um país jovem em 2025.
Em breve, quando a transição demográfica dos países Subdesenvolvidos tiver terminado, as pirâmides etárias de base estreita deixarão de ser privilégio dos países ricos.

Brasil: População por faixa etária e sexo


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Teorias Demográficas

Teoria Malthusiana
Malthus afirmava que população cresceria em progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...) enquanto a produção de os alimentos em progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...).
Para Malthus a pobreza era gerada a partir do crescimento demográfico.
Nos países que se industrializaram, a produção de alimentos aumentou e a população que migrava do campo encontrava na cidade uma situação socioeconômica e sanitária muito melhor. Assim, a mortalidade se reduziu e o índice de crescimento populacional tenderia a seguir um ritmo de progressão geométrica, a produção de alimentos cresceria segundo uma progressão aritmética. Assim, a população tenderia a crescer além dos limites de sua sobrevivência, e disso resultaria a fome e a miséria.
Diante dessa constatação e para evitar uma catástrofe, Malthus propôs uma “restrição moral” aos nascimentos, o que significaria: proibir o casamento entre pessoas muitos jovens; limitar o número de filhos entre as populações mais pobres; elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de pressionar os mais pobres; elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de pressionar os mais humildes a ter uma prole numerosa.
Ao lançar suas idéias, Malthus desconsiderou as possibilidades de aumento da produção agrícola como o avanço tecnológico. Aos poucos esta teoria foi caindo em descrédito de desmentida pela própria realidade.
Bases da Teoria de Malthus:
þ O individuo só deveria casar se para isso não tivesse que diminuir seu padrão de vida
þ O individuo só deveria ter o número de filhos que pudesse sustentar sem o auxilio do Estado.
þ Após conceber os filhos sustentáveis deveria praticar abstinência.
þ Malthus era pastor protestante e defendia o princípio bíblico da não utilização de anticonceptivos.
 
Neomalthusianos
(a partir de 1950. Explosão demográfica - planejamento familiar).
A segunda aceleração do crescimento populacional ocorreu a partir de 1950, particularmente nos países subdesenvolvidos.
Esse período, imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, foi marcado pelo surgimento de novos países independentes africanos e asiáticos e por grandes conquistas na área da saúde, como a produção de antibióticos e de vacinas contra uma série de doenças. Os remédios se tornaram mais acessíveis e baratos. Esse processo denominado revolução médico sanitária, inclui também a ampliação dos serviços médicos, as campanhas de vacinação, a implantação de postos de saúde publica em zonas urbanas e rurais e a ampliação das condições de higiene social. Estes fatores resultariam num grande crescimento demográfico, que atingiu seu apogeu na década de 1960 e ficou conhecido como explosão demográfica.
Para os Neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza. Enfim ao caos social. A desordem social poderia levar os países subdesenvolvidos a se alinhar com os países socialistas, que se expandiam naquele momento. Para evitar o risco propunham a adoção de políticas de controle de natalidade, que se popularizavam com a denominação de planejamento familiar.
Neomalthusianista – Adiciona o uso de métodos anticoncepcionais. E o planejamento familiar.



Thomas Malthus – Séc. XVIII e XIX – Revolução Industrial


Teoria reformista ou marxista
Sobrevivência do capitalismo exige um excesso relativo de população.
Seguidores do filosofo socialista Karl Marx, os teóricos desse pensamento afirmam que a causa da superpopulação é o modo de produção capitalista e que a sobrevivência do capitalismo, como sistema, exige um excesso relativo da população. Em outras palavras, ao contrario dos neomalthusianos, os reformistas consideram a miséria como a principal causa do acelerado crescimento populacional. Assim defendem a necessidade de reformas sócio-econômicas que permitam a melhoria do padrão de vida da população mais pobre.
Marxistas ou reformistas – A questão está na má distribuição de renda.

A transição demográfica
Em oposição às teorias descritas anteriormente, para as quais o mundo vive um processo de explosão demográfica, tem sido cada vez mais aceita a teoria da transição demográfica. Formulada em 1929, defende que o crescimento populacional tende a se equilibrar no mundo, com a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade.
Esse processo se daria em três distintas fases:
þ Primeira Fase ou Pré-Industrial: Caracterizada pelo equilíbrio demográfico e por baixos índices de crescimento vegetativo, apoiados em elevadas taxas de natalidade e mortalidade. Nascem muitos, mas morrem muitos. A elevada mortalidade era decorrente principalmente das precárias condições higiênico-sanitárias, das epidemias, das guerras, fome, etc.
þ Segunda Fase ou transicional: Num primeiro momento a redução da mortalidade com o fim das epidemias e os avanços médicos (decorrentes da Revolução Industrial), porém a natalidade ainda sem mantém elevada, ocasionando um grande crescimento populacional; num segundo momento, a natalidade começa a cair, reduzindo-se então o crescimento populacional.
þ Terceira Fase ou Evoluída: A transição demográfica se completa, com a retomada do equilíbrio demográfico, agora apoiado em baixas taxas de natalidade e mortalidade. Atualmente estão nessa fase os paises desenvolvidos, a maior parte dos quais apresenta taxas de crescimento inferiores a 1% e até negativa. Paises cujo crescimento vegetativo se encontra estagnado.

Teste seus conhecimentos

01. Sobre a teoria malthusiana explique o contexto histórico em que foi formulada.

02. Comente as bases da teoria de Malthus.
03. Como pode ser caracterizado o contexto histórico da Teoria Neomalthusiana.
04. O que significa uma população numerosa para os Neomalthusianos?
05. Explique porque planejamento familiar esta relacionado com a teoria Neomalthusiana.
06. Explique as características da Teoria Marxista.
07. O que defende a teoria da transição demográfica.
08. Explique as três fases da teoria da transição demográfica
09. A figura a baixo esta ligada a que teoria demográfica? Justifique.
10. Explique que teoria a imagem abaixo esta relacionada.

CARTOGRAFIA


Representação do Espaço
As primeiras tentativas de representar o espaço ocorreram há muito tempo. Diferentes povos procuraram expressar a idéia de Universo das mais variadas formas. Para alguns nosso planeta flutuava sobre a água, para outros estaria apoiado em pilares fixos nos lençóis de água subterrânea. Foram os gregos que introduziram as primeiras noções de matemática nas representações da Terra.
Podemos definir Cartografia como a arte ou ciência de compor cartas geográficas, ramo da geografia vinculada aos estudos dos mapas e sua composição o conjunto de conhecimentos científicos, artísticos e técnicos voltados para elaboração de mapas e plantas.
Uma ciência, porque essa expressão gráfica, para alcançar exatidão satisfatória, procura apóio cientifico na coordenação de determinações astronômicas e matemáticas e nas noções topográficas e geodésicas.
É considerada arte, quando se subordina às leis estéticas de clareza e harmonia. Procurando atingir o ideal de beleza.
Arte ou ciência, o fato é que a cartografia utiliza técnicas cada vez mais modernas para a representação do conjunto de elementos que compõem o espaço.
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos e exploramos.

Importância da Cartografia

Primórdios da humanidade:
A importância de se conhecer o espaço pelos locais de caça pesca e abrigo contra o frio ou seja para as necessidades básicas.
Antiguidade:
Rota de comércios, de navegação, estratégias de guerra.
A partir do século XV tem inicio as grandes navegações, que foi marcada pela expansão marítima dos países da Europa, motivados pelo desenvolvimento do comércio com as Índias.
Idade Média:
Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo). No mundo árabe, ao contrário, desde 827 o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.
Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam importância renovada, particularmente entre os árabes, que prosseguiram com o seu desenvolvimento.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela.
Tais progressos alicerçaram as grandes navegações, marcando a passagem definitiva para a Idade Moderna.
No séc. profissionais da cartografia prestavam serviços ao Estado, elaborando mapas tanto para a administração como para as estratégias de guerra.
Atualmente:
Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica) (SIGs, CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência atual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interativo de formato digital.
O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.
É importante se destacar que é necessário que um mapa tenha:
· Título: o que se refere este mapa;
· Orientação: Localização referente aos pontos Cardeais;
· Escala: Proporção Matemática da representação do espaço com o espaço real.
· Fonte: Qual a base utilizada para produção do mapa;
· Organização: Quem produziu.

ORIENTAÇÃO

Significa determinarmos nossa posição em relação aos pontos cardeais. A origem da palavra orientação vem do latim oriente, que significa a direção do Sol nascente (leste), a parte do céu onde nasce o Sol.

Pontos Cardeais

Os Pontos Cardeais são determinados com base no movimento aparente do Sol. Estendo-se o braço na direção do Sol nascente e o esquerdo na direção do poente, teremos os seguintes pontos cardeais.
· Leste (L ou E) – Corresponde ao nascente (Direita)
· Oeste (O ou W) – Corresponde ao poente (Esquerda)
· Norte (N) – Que fica a nossa frente.
· Sul (S) – Que fica às nossas costas.

Os Pontos Colaterais

São também em número de quatro, situando-se cada um deles entre os cardeais:
· Nordeste (NE) – Entre Norte e Leste.
· Sudeste (SE) – Entre o Sul e o Leste.
· Sudoeste (SO) – Entre o Sul e o Oeste.
· Noroeste (NO) – Entre o Norte e o Oeste.

Os Pontos Subcolaterais

São em número de oito, situando se cada um deles entre um cardeal e um colateral. Exemplo: o ponto Subcolateral Norte – Nordeste (NNE) situa-se entre o Norte e o Nordeste. Os demais são: Este-Nordeste (ENE), Sul-Sudeste (SSE), Sul-Sudoeste (SSO), Oeste-Sudoeste (OSO), Oete-Noroeste (ONO) e Norte-Nordeste (NNO)


Ao conjunto dos Pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais chamamos de Rosa-dos-ventos.

ATIVIDADES

1. Como surgiu a necessidade de homem representar o espaço?
2. A Cartografia pode ser considerada uma arte e uma ciência de compor mapas. Explique por quê.
3. Caracterize a Cartografia da Antiguidade.
4. Explique o desenvolvimento da cartografia na Idade Média.
5. Relacione a Cartografia com as grandes Navegações.
6. Relacione o desenvolvimento tecnológico com a Cartografia da atualidade.
7. O que é necessário para a produção de um mapa.
8. De acordo com o que se determina os pontos cardeais.
9. Complete a Rosa dos Ventos abaixo com os pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.
10. Faca a representação do trajeto de sua casa para o colégio utilizando o que há de principal para a organização de um mapa.




COORDENADAS GEOGRÁFICAS


COORDENADAS GEOGRÁFICAS

Conjunto de linhas imaginárias (paralelos e meridianos) que se cruzam e auxiliam na localização de pontos ou acidentes geográficos no planeta.
Os paralelos são linhas imaginárias que cortam o planeta no sentido leste e oeste, acompanhando a trajetória da linha do Equador.


Paralelos e meridianos formam uma rede de linhas imaginárias

Características dos paralelos e Meridianos

Paralelos
Os paralelos têm o Equador como o referencial; O Equador é o único paralelo que divide a Terra em Hemisférios (metade da esfera).
É o maior dos paralelos e um circulo imaginário eqüidistante dos pólos, ou seja, apresenta a mesma distância entre os extremos dos Pólos Norte e Sul, formando os Hemisférios (metade da esfera).
Os paralelos que não recebem denominações são indicados por graus, que variam de 0º a 90º, a partir da linha do Equador, tanto para o Norte como para o Sul.Além do Equador, quatro outros paralelos recebem nomenclaturas, por serem considerados importantes, pois delimitam as chamadas zonas climáticas.
“Os trópicos de câncer e capricórnio e os círculos polares ártico e antártico, sendo a distância dos trópicos em 23º27`30” e dos círculos polares em 66º33`22”
Meridianos
São linhas que cortam a Terra no sentido Norte – Sul, acompanhando a trajetória o Meridiano de Greenwich.
Todos os meridianos dividem a Terra em hemisférios, portanto todos têm o mesmo tamanho. Apesar de todos os meridianos dividirem igualmente a Terra, convencionou-se utilizar o de Greenwich (cidade inglesa), como ponto divisório entre Oriente e Ocidente.
Os meridianos são indicados por graus, que variam de 0º a 180º, a partir da linha de Greenwich, tanto para o Leste como para o Oeste

Latitudes e Longitudes
Latitude distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a linha do Equador, portanto apresenta uma variação de 0º a 90º. Pode ser norte ou sul a depender do hemisfério que estiver localizado.
Longitude distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a linha do Meridiano de Greenwich, portanto apresenta uma variação de 0º a 180º. Pode ser ocidental ou Oriental a depender do hemisfério que estiver localizado.
ATIVIDADE
01. Observe o gráfico e indique a latitude dos pontos assinalados.



Complete:

A-
B-
C-
D-
E-
F-
G-
H-
I-
J-
L-
M-


02. Localize no gráfico acima as seguintes latitudes:


N- 80º N
O – 50º S
P – 70º S
Q – 10º S
R – 10º N
S – 70º N
T – 40º N
U – 30º S
V – 80º N
X – 0º
Z – 70º N




03. Observe o gráfico e indique a longitude dos pontos.



Complete:
A-
B-
C-
D-
E-
F-
G-
H-
I-
J-
L-
M-
N-
O-
04. Observe o quadro e indique as coordenadas geográficas dos pontos.



A-
B-
C-
D-
E-
F-
G-
H-
I-
J-
L-
M-
N-
O-




ESCALA



ESCALA

Podemos definir escala como a relação entre o tamanho do fato geográfico representado no mapa e seu tamanho real na superfície da Terra.
Escala ainda pode ser definida como instrumento utilizado para determinar a distância entre dois pontos. Representa as relações das dimensões apresentadas em um mapa, no contexto dos valores reais do terreno e sua representatividade.
Os mapas podem apresentar dois tipos de escala:
Escala numérica: representada por uma fração, na qual o numerador indica a distancia no mapa, e o denominador indica a distância na superfície real.
Uma escala 1: 100 000 lê se: escala um por cem mil, o que significa que a superfície representada foi reduzida 100 mil vezes. Nesse caso, então 1 cm no mapa = 100 000 cm = 1000 = 1 km na realidade.
Escala gráfica: é uma linha reta graduada, na qual se indica a relação da distância real com a distância representada no mapa. Por exemplo: 1 cm = 100 Km.




Não existe um melhor tipo de escala. A sua escolha é determinada em função de dois itens:
  1. A finalidade do mapa;
  2. A conveniência da escala.
A formula para calcular a distancia real entre dois pontos em um mapa é:
D: Distância Real;
d: Distância no mapa;
E: escala
Na utilização de mapas, surgem, alguns problemas; em geral eles se referem a três elementos: a medida do terreno (D), a medida no mapa (d) e o denominador da escala (E). Eis as relações:
a) Conhecidas a distância no terreno e a escala (o denominador da fração), determinar a distância no mapa, d= D/E;
b) Conhecidas as distancias no mapa e a escala, determinar a distancia do terreno, D = d x E;
c) Conhecidas as distancias no terreno no mapa, determinar a escala, E = D/d
Quando maior a escala, menor a área representada no mapa. O que permite a visualização de maior quantidade de detalhes. As escalas grandes por exemplo um por 1: 5 000, geralmente são usadas para representar a planta de uma cidade, de uma propriedade rural ou prédio.
  1. No mapa 01 calcule a distância em linha reta entre:
Ivaiporã – Guarapuava;
Ivaiporã – Curitiba;
Londrina – Maringá;
Curitiba – Foz do Iguaçu;
Guarapuava – Londrina;
Campo Mourão – Ponta Grossa;
  1. Calcule a escala do mapa 02 e 03;





FUSO HORÁRIO


FUSO HORÁRIO

A hora era uma característica extremamente local. Antigos viajantes, tinha que acertar o relógio toda vez que chegavam a uma cidade nova. O acerto de horas era feito através do Sol: o meio dia representava o ponto mais alto que a estrela alcançava. Grande parte das empresas, devido a estas irregularidades resolveram fixar cem fusos dos caminhos de ferro. Esta prática ocorreu até 1883.
Na Grã-bretanha, foi criado uma única hora legal para todo o país (Inglaterra, Escócia e País de Gales), sendo o autor original desta ideia o Dr. William Hyde Wollaston. Com isto, a prática foi se popularizando.
Great Western Railway, foi a primeira companhia de trem a utilizar a hora Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich. Em 1847, praticamente todas utilizavam este sistema.
O senador do Canadá, Sanford Fleming, em 1878, sugeriu um sistema internacional de fusos horários. Seu pensamento era dividir a Terra em 24 faixas verticais, onde cada uma delas era um fuso de uma hora. O planeta possui 360° de circunferência, assim sendo, cada faixa teria 15° de largura longitudinal. Em 1879, o estudo foi publicado no jornal do Instituto do Canadá de Toronto. Com a aprovação norte-americana, em 18 de novembro de 1883, as linhas de trem passaram a utilizar os fusos.
Em 1894, foi realizado a Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington D. C., Estados Unidos. A proposta era padronizar a utilização mundial da hora legal.[5] Acabou sendo aceito a teoria de Fleming. A longitude 0° passaria pelo Observatório Real de Greenwich. Os outros fusos seriam contados positivamente para leste, e negativamente para oeste, até ao Meridiano de 180º - o Anti-Meridiano, situado no Oceano Pacífico, onde seria a Linha Internacional de Data.
O planeta Terra possui forma geóide com circunferência de 360°, ou seja, para cada hora a fatia dividida terá 15°. A determinação dos fusos é determinada pelo meridiano 0 na cidade de Greenwich, próxima a Londres. Desta forma, de quinze e quinze graus à leste, os fusos são numerados positivamente (+1, +2, +3...+12) e a oeste negativamente (-1, -2, -3...-12).
Para saber o horário de alguma cidade é necessário conhecer o meridiano que está e a posição em relação à Greenwich (leste ou oeste). O cálculo é feito através da verificação dos fusos no mapa, subtraindo o menor do maior.



Processo gráfico:
Para resolver problemas de fusos horários, basta localizar os pontos no gráfico abaixo e aumentar ou diminuir a hora no sentido leste ou Oeste, respectivamente


Exemplo são 19:00 em Kyoto no Japão, cidade esta localizada à 150º leste de Greenwich, e a televisão japonesa anuncia em rede a ocorrência de um terremoto, Várias localidades do mundo recebem simultaneamente a notícia, dentre elas as cidades de São Paulo à 30ª Oeste de Greenwich e São Francisco nos EUA localizada a 135º Oeste de Greenwich.
Com base no texto, determine as horas de recebimento da notícia das duas cidades.




Fuso Horário Brasileiro


O Brasil é atravessado por 4 fusos horários, todos situados a oeste do GMT. Por isso, todos os horários estão atrasados em relação a Londres.

ATIVIDADES
1. Um helicóptero partiu de Teresina-PI às 23:45h do dia 09/02/2009. Após 3 horas de vôo aterrissou em Fernando de Noronha. Passando 15 minutos decolou novamente indo para Máceio, lá chegando após 1:30 de vôo. Respectivamente, o horário e a data em Fernando de Noronha e Maceió no instante da chegada do helicóptero era:
a) 2h 45 min, e 4h e 30 min. ambos do dia seguinte;
b) 3h 45 mim e 4h e 30 min. ambos do dia seguinte;
c) 4h e 5h 30 min. Ambos do dia seguinte;
d) 3h 45 min e 4h 30 min ambas do dia seguinte;
e) 2h 45 min e 5h 30 min ambos do dia seguinte;
2. Três internautas (A, B e C) navegam pela rede mundial e vistam a página da BBC de Londres. No momento em que eles acessam a referida página, sãom15 horas local em Londres, 0º. Sabe se que o internauta A mora numa cidade a 105º L de Greenwich, o internauta B a 30º O de A, e o internauta C, a 45º Os de Greenwich. Com base nestas informações, responda respectivamente a hora de cada local.
3. Um avião sai de uma localidade situado no 7º fuso internacional a leste de Greenwich, às 10 horas do dia 20, com destino a Curitiba, localizada no 2º fuso brasileiro, e 3º fuso internacional, a oeste de Greenwich. A viagem tem uma duração de 20 horas. Assinale a alternativa que indica em que dia e horas em que o avião chegará a Curitiba.
a) Dia 21, às 6 horas;
b) Dia 21, a 1 hora;
c) Dia 20, às 20 horas;
d) Dia 20, às 13 horas;
e) Dia 19, às 13 horas.
4. Sendo 15:00h em Porto Velho (RO), que horas serão:
a) Brasilia (DF)_________________
b) Rio Branco (AC) ______________
c) Maringá (PR) _________________
d) Cuiabá (MS) _________________
e) Fortaleza (CE) ________________
f) Manaus (AM) _________________
g) Macapá (AP) _________________
h) Vila dos Remédios (FN)_________
i) Palmas (TO) _________________
j) Porto Alegre (RS) _____________ 
k) Boa Vista (RR)________________